O
Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) é um organismo público,
dependente do Instituto Português de Arqueologia, que tem por função
gerir, proteger, musealizar e organizar para visita pública a arte rupestre
do Vale do Côa, classificada como Monumento Nacional em 1997 e como Património
da Humanidade em 1998.
Assim
uma das actividades do PAVC consiste na organização das visitas aos
três principais núcleos de arte rupestre: Penascosa, Canada do Inferno
e Ribeira de Piscos. As visitas são feitas em viaturas todo-o-terreno do Parque,
e acompanhadas por um guia especializado. Por esse motivo deverão ser marcadas
previamente.
Para
além desta actividade, desenvolve ainda investigação arqueológica
de nível mundial, participa em projectos internacionais, edita publicações
científicas e de divulgação, promove a venda de produtos regionais,
divulgando deste modo não só o património do Vale do Côa,
mas também a região em que se insere.
CANADA DO INFERNO
- Vila Nova de Foz Côa
Primeiro
núcleo de arte rupestre identificado no Vale do Côa com cerca de 40 painéis
gravados e centena e meia de representações paleolíticas. Trata-se
do núcleo visitável mais alterado paisagisticamente, em virtude das
obras de construção da barragem e da subida do nível das águas
do rio, que submergiu grande parte das suas gravuras.
Local de partida: Sede em Vila Nova de Foz Côa
Partidas: 9.30-14.30 (Inverno)/9.30-11.00 (Verão)
Duração da visita: cerca de 2 h.
PENASCOSA - Castelo
Melhor
Trata-se
de um dos maiores núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, com cerca
de 22 rochas gravadas com motivos paleolíticos. Estão aqui representadas
as principais técnicas de gravação paleolítica (incisão
filiforme, picotagem e abrasão), bem como os seus principais motivos (equídeos,
bovinos, caprinos e cervídeos).
Local de partida: Centro de Recepção de Castelo Melhor
Partidas: 13.00-15.30 (Inverno)/14.00-18.00 (Verão)
Duração da visita: cerca de 1.30 h
RIBEIRA DOS PISCOS
- Muxagata
Apesar
da dificuldade de acesso, trata-se de um dos mais interessantes núcleos de
arte do Vale do Côa, pela qualidade das suas gravuras. De entre elas salientam-se
os cavalos enlaçados e o “homem de Piscos”, uma das únicas
figurações humanas paleolíticas do vale.
Local de partida: Centro de Recepção da Muxagata
Partidas: 9.30-14.30 (Inverno)/9.30-15.00 (Verão)
Duração da visita: cerca de 2.30 h
OUTROS NÚCLEOS
Para
além destes, o Vale do Côa possui mais
25 núcleos de arte rupestre, que ainda não
são visitáveis devido à sua dificuldade
de acesso e guardaria.
A
Faia é o sítio de arte do Vale do Côa
localizado mais a sul e o único em ambiente
granítico. Aqui foram ainda encontradas as
únicas gravuras paleolíticas que apresentam
vestígios de pintura.
A
Quinta da Barca apresenta a enigmá-tica “rocha
do esparguete”, onde centenas de figuras foram
sobrepostas, o que dificulta a sua compreensão.
Cavalo gravado por picotagem
Bode
gravado por abrasão
Auroque
gravado por incisão filiforme
Foto: CNART
Foto:
CNART
Foto:
CNART
PAVC
Av. Gago Coutinho, 19-A
5150-610 Vila Nova de Foz Côa